Polícia investiga suspeitos de espancar e matar jovem em Mogi das Cruzes após boato de furto de panela

 A Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) está em busca de quatro suspeitos, dois deles adolescentes, envolvidos no espancamento até a morte de Gabriel Rodrigues da Silva Santos, de 22 anos. O crime aconteceu em 14 de agosto no Jardim Margarida, e, de acordo com as investigações, foi motivado por um boato que circulava no bairro, acusando a vítima de ter furtado uma panela. No entanto, a investigação revelou que a panela foi doada a Gabriel por uma vizinha.

Segundo o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), os suspeitos atacaram a vítima com um pedaço de madeira e a golpearam com outros objetos, causando traumatismo cranioencefálico, que resultou na morte de Gabriel. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento da agressão, com a vítima sendo espancada por vários homens enquanto um outro a segura no chão. Embora várias pessoas estivessem presentes, a polícia identificou quatro agressores principais.

O delegado Rubens José Angelo solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária e dois de apreensão para os adolescentes envolvidos. Os suspeitos estão foragidos, e a polícia acredita que eles possam ter fugido para o litoral paulista ou para o Nordeste. O SHPP segue investigando o caso para capturar os responsáveis.

Relembre o Caso

Após a agressão, a família de Gabriel o levou para casa, mas, devido à gravidade dos ferimentos, a polícia foi chamada e constatou que ele já estava morto. O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal seguida de morte suspeita na 2ª Delegacia de Polícia de Mogi das Cruzes.

Boatos e Violência

Esse não é o primeiro caso no Alto Tietê em que um boato levou à morte de uma vítima. Em 17 de dezembro de 2023, Rafael dos Santos Silva, de 22 anos, foi espancado até a morte por sete homens em Suzano, após um rumor de que ele teria matado dois cachorros. O boato, espalhado pela vizinhança e pelas redes sociais, alegava que ele havia feito publicações dizendo que "cachorro é coisa do demônio". Apesar das alegações, a polícia nunca encontrou os animais supostamente mortos e a investigação não confirmou a versão dos fatos.

Em janeiro de 2024, a polícia prendeu seis suspeitos relacionados ao caso de Rafael. O sétimo suspeito foi capturado em fevereiro, após ser localizado em Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo.

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