Pedro Severino, de 19 anos, foi atendido em estado crítico após um acidente de trânsito em Americana (SP). O procedimento para verificar a morte cerebral do jogador foi interrompido quando ele tossiu. Essa interrupção do protocolo de morte encefálica, como ocorreu com Pedro Severino, é considerada rara pelos médicos. O protocolo envolve uma série de exames e procedimentos para confirmar a perda total e irreversível das funções cerebrais, ou seja, a morte real. Para isso, os médicos devem realizar, obrigatoriamente, dois exames clínicos que comprovem a ausência de percepção e a falta de funcionamento do tronco encefálico; um teste que confirme a ausência de movimentos respiratórios após estimulação máxima; e um exame complementar que comprove a ausência de atividade cerebral. O médico neurologista e intensivista do Hospital de Clínicas da Unicamp, Luiz Antônio da Costa Sardinha, explica que os testes realizados pela equipe médica incluem avaliações de reflexos das pupilas, piscamento e movimento dos olhos ao virar a cabeça. O reflexo de tosse é um dos últimos testes; se o paciente tossir, o protocolo é suspenso. "Continuamos tratando dele da melhor maneira possível, com tudo que é possível para cuidar dele porque ele está vivo, ele não tem sinais de que está morto", afirma o médico. Se o paciente não responder aos testes, o óbito é declarado, pois, segundo o Ministério da Saúde, a parada cardíaca será inevitável e, embora ainda haja batimentos cardíacos, a respiração não ocorrerá sem ajuda de aparelhos. Em uma nota divulgada na quarta-feira (5), o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana (SP), informou que a interrupção do protocolo de morte encefálica ocorreu após o paciente tossir. "Por isso, o jovem seguirá com sedação e ventilação mecânica, uso de noradrenalina e antibióticos otimizados para evitar infecções", disse a unidade de saúde. A equipe médica também mencionou que, caso o atleta não apresente mais reflexos, o protocolo será reaberto. O diretor técnico do hospital comentou que, em 41 anos de carreira, nunca havia visto uma situação como essa, pois, normalmente, após o início da retirada da sedação, o quadro evolui para óbito, o que ainda pode ocorrer, considerando que o estado de saúde é gravíssimo. O acidente ocorreu no km 127 da Rodovia Anhanguera, em Americana, na manhã de terça-feira (4). Pedro estava no banco do passageiro e sofreu traumatismo craniano. Outro jogador do sub-20 do Bragantino, Pedro Castro, estava no banco de trás, sofreu fratura na vértebra cervical e escoriações, mas já recebeu alta. O carro era dirigido por um motorista profissional, que não se feriu e relatou à Polícia Civil que adormeceu ao volante no momento da colisão. Pedro Severino é filho do ex-atacante Lucas Severino, ídolo do Botafogo-SP e do Athletico-PR. Ele tem contrato com o tricolor até dezembro de 2027, mas deve jogar no Red Bull Bragantino até 26 de janeiro de 2026. O coordenador das categorias de base do Botafogo, André Leite, destacou que Pedro é um atleta promissor e que o empréstimo é uma excelente oportunidade para seu desenvolvimento. Atualmente, Pedro Severino continua internado em estado grave na UTI do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, sob os cuidados do Dr. Ricardo Ansai, especialista em neurocirurgia. Ele será transferido para outro hospital assim que seu quadro se estabilizar. Pedro Castro foi transferido para o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e está em monitoramento, encontrando-se bem e fora de risco.
Pedro Severino, de 19 anos, foi atendido em estado crítico após um acidente de trânsito em Americana (SP). O procedimento para verificar a morte cerebral do jogador foi interrompido quando ele tossiu. Essa interrupção do protocolo de morte encefálica, como ocorreu com Pedro Severino, é considerada rara pelos médicos. O protocolo envolve uma série de exames e procedimentos para confirmar a perda total e irreversível das funções cerebrais, ou seja, a morte real. Para isso, os médicos devem realizar, obrigatoriamente, dois exames clínicos que comprovem a ausência de percepção e a falta de funcionamento do tronco encefálico; um teste que confirme a ausência de movimentos respiratórios após estimulação máxima; e um exame complementar que comprove a ausência de atividade cerebral. O médico neurologista e intensivista do Hospital de Clínicas da Unicamp, Luiz Antônio da Costa Sardinha, explica que os testes realizados pela equipe médica incluem avaliações de reflexos das pupilas, piscamento e movimento dos olhos ao virar a cabeça. O reflexo de tosse é um dos últimos testes; se o paciente tossir, o protocolo é suspenso. "Continuamos tratando dele da melhor maneira possível, com tudo que é possível para cuidar dele porque ele está vivo, ele não tem sinais de que está morto", afirma o médico. Se o paciente não responder aos testes, o óbito é declarado, pois, segundo o Ministério da Saúde, a parada cardíaca será inevitável e, embora ainda haja batimentos cardíacos, a respiração não ocorrerá sem ajuda de aparelhos. Em uma nota divulgada na quarta-feira (5), o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana (SP), informou que a interrupção do protocolo de morte encefálica ocorreu após o paciente tossir. "Por isso, o jovem seguirá com sedação e ventilação mecânica, uso de noradrenalina e antibióticos otimizados para evitar infecções", disse a unidade de saúde. A equipe médica também mencionou que, caso o atleta não apresente mais reflexos, o protocolo será reaberto. O diretor técnico do hospital comentou que, em 41 anos de carreira, nunca havia visto uma situação como essa, pois, normalmente, após o início da retirada da sedação, o quadro evolui para óbito, o que ainda pode ocorrer, considerando que o estado de saúde é gravíssimo. O acidente ocorreu no km 127 da Rodovia Anhanguera, em Americana, na manhã de terça-feira (4). Pedro estava no banco do passageiro e sofreu traumatismo craniano. Outro jogador do sub-20 do Bragantino, Pedro Castro, estava no banco de trás, sofreu fratura na vértebra cervical e escoriações, mas já recebeu alta. O carro era dirigido por um motorista profissional, que não se feriu e relatou à Polícia Civil que adormeceu ao volante no momento da colisão. Pedro Severino é filho do ex-atacante Lucas Severino, ídolo do Botafogo-SP e do Athletico-PR. Ele tem contrato com o tricolor até dezembro de 2027, mas deve jogar no Red Bull Bragantino até 26 de janeiro de 2026. O coordenador das categorias de base do Botafogo, André Leite, destacou que Pedro é um atleta promissor e que o empréstimo é uma excelente oportunidade para seu desenvolvimento. Atualmente, Pedro Severino continua internado em estado grave na UTI do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, sob os cuidados do Dr. Ricardo Ansai, especialista em neurocirurgia. Ele será transferido para outro hospital assim que seu quadro se estabilizar. Pedro Castro foi transferido para o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e está em monitoramento, encontrando-se bem e fora de risco.

