Índio Tibiriçá ganha dois novos radares de velocidade em Suzano

 O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que dois radares instalados no trecho de Suzano da Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031) já estão em funcionamento. Outros dois equipamentos devem começar a operar nas próximas semanas, enquanto seis passam por ajustes técnicos e ainda não têm previsão de início da operação.

Segundo o órgão, os radares que ainda não estão ativos encontram-se em processo de homologação, etapa necessária para o início das autuações. A estimativa do DER é que dez aparelhos estejam em operação no trecho de Suzano após a conclusão dos ajustes.


Desde 14 de outubro, um medidor de velocidade também funciona no km 44,1 da rodovia, no trecho de Ribeirão Pires, no ABC Paulista, onde o limite é de 60 km/h em ambas as pistas.

📍 Pontos com radares já em funcionamento (Suzano):

  • SP-031: km 56,1

  • SP-031: km 64,3

Pontos que devem entrar em operação nas próximas semanas:

  • SP-031: km 58

  • SP-031: km 65,7

🔧 Equipamentos que passam por ajustes técnicos:

  • SP-031: km 54,9

  • SP-031: km 57

  • SP-031: km 58,7

  • SP-031: km 60,1

  • SP-031: km 66,2

  • SPA-058/031: km 5,8

De acordo com o DER, a escolha dos locais levou em conta um mapeamento técnico que avaliou fatores de risco como o número de acidentes, histórico de excesso de velocidade, características da via, existência de pontos críticos e áreas de travessia de fauna.

A autarquia destacou que o início efetivo das autuações será divulgado após a conclusão de todos os testes necessários. Em junho, o DER havia informado que os equipamentos estavam em fase de testes desde 1º de junho, com prazo de 45 dias, seguido por um período de homologação de até 60 dias. Durante esse processo, não há aplicação de multas. O órgão recomenda que os motoristas respeitem os limites de velocidade da via.

A Rodovia Índio Tibiriçá tem 37,2 quilômetros de extensão e liga Suzano ao ABC Paulista, chegando até a Estrada Velha de Santos (SP-148), atualmente utilizada para fins turísticos.

🪶 Origem do nome: Cacique Tibiriçá

A SP-031 recebeu o nome de Rodovia Índio Tibiriçá em 1983, em homenagem a um dos mais importantes líderes indígenas da história do Brasil e do Estado de São Paulo.

Tibiriçá foi o principal chefe indígena do Planalto de Piratininga, liderando a aldeia de Inhapuambuçu (ou Piratininga). Convertido ao catolicismo pelos padres Leonardo Nunes e José de Anchieta, passou a ser chamado de Martim Afonso Tibiriçá, em homenagem ao fundador da Vila de São Vicente.

Segundo o historiador Antônio Sérgio Ribeiro, Tibiriçá colaborou na fundação da Vila de São Paulo dos Campos de Piratininga (atual capital paulista, em 1553) e do Colégio dos Jesuítas (1554), onde hoje está o Mosteiro de São Bento.

Em 1562, durante o episódio conhecido como “Cerco de Piratininga”, o cacique defendeu a vila e os jesuítas contra outros povos indígenas que se opunham à presença portuguesa. Tibiriçá manteve-se aliado aos colonizadores e saiu vitorioso, mas faleceu no mesmo ano.

Seus restos mortais repousam atualmente na Catedral Metropolitana de São Paulo, na Praça da Sé.

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