O projeto, desenvolvido desde abril pela equipe escolar, envolve todas as turmas e tem como objetivo fortalecer práticas comprometidas com a equidade racial. Nesta sexta-feira (14/11), a EM Profª Auta Cardoso de Mello, localizada no Jardim Aeroporto III, promoveu a 2ª Mostra Cultural “Mulheres Pretas”. Todas as classes apresentaram trabalhos destacando o protagonismo das mulheres negras na história, cultura, ciências, artes e na sociedade em geral. A mostra foi aberta às famílias e à comunidade escolar.
A vice-diretora Simone da Cunha explicou que a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar práticas pedagógicas antirracistas, valorizando a cultura afro-brasileira e promovendo o respeito à diversidade étnico-racial no ambiente escolar. A unidade atende 575 estudantes, do Infantil III ao 5º ano do ensino fundamental.
Em cada sala, a cultura afro-brasileira foi representada por meio de livros com autoras e personagens negras, música, arte e outras abordagens. Entre as atividades desenvolvidas estiveram reflexões sobre autoimagem, valorização das pessoas independentemente da cor, mulheres negras de destaque em diversas áreas e profissões que os alunos desejam seguir no futuro.
“O projeto fortaleceu uma identidade positiva nos alunos pretos, ampliou o senso crítico diante das situações do dia a dia e reforçou o respeito à diversidade étnico-racial. Vários temas surgiram além do previsto, mas que se manifestaram naturalmente por causa das discussões. Foi muito bonito ver essa transformação na escola”, destacou Simone.
A secretária adjunta da Educação, Maria Aparecida Cervan Vidal, visitou a mostra. “Vimos o resultado do trabalho de uma equipe comprometida, que apresentou com alegria as atividades realizadas com as crianças. Nossa missão é garantir que todos tenham as mesmas oportunidades e possam realizar seus planos no futuro”, afirmou.
O projeto também contou com a participação de servidores e colaboradores. Roselaine Aparecida Silva, Auxiliar de Desenvolvimento da Educação (ADE), conversou com as crianças durante as atividades. “Achei muito importante, porque muitas pessoas dizem que o preconceito e o racismo não existem, mas acredito que ainda existem, sim. É fundamental tratar desse assunto desde cedo. As crianças estavam muito animadas em participar”, relatou.
Daniele Rodrigues, funcionária da Demax, compartilhou sua história de vida e trançou o cabelo dos alunos. “Foi maravilhoso, gratificante. A gente se identifica com eles. Fizemos tranças na turma e contei a história e o significado delas, algo que muitos não conheciam”, disse.
As famílias e a comunidade escolar ficaram encantadas com os trabalhos. “Achei lindo o trabalho de todas as salas e das professoras. Os alunos estão de parabéns. Em cada sala há algo diferente. Acredito que esse projeto contribui muito para combater o preconceito e auxiliar no desenvolvimento das crianças”, afirmou Ester Correia, mãe da aluna Luana Vitória Correia.