A Vigilância Epidemiológica de Mogi das Cruzes acompanha seis casos recentes de meningite, sendo dois confirmados — um bacteriano e outro viral — e quatro ainda em investigação. Todos os pacientes estão estáveis e receberam tratamento imediato em hospitais públicos e privados da cidade.
Entre os casos, duas crianças frequentam a mesma creche: uma testou positivo para enterovírus e já recebeu alta, enquanto a outra permanece internada aguardando resultado dos exames. Os demais casos incluem uma paciente de 56 anos com infecção bacteriana confirmada e três crianças com exames em análise.
A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas, além de outras condições não infecciosas. As formas bacterianas são mais comuns no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e verão.
A Vigilância Epidemiológica realiza acompanhamento rigoroso dos casos, oferece profilaxia, orienta familiares e profissionais de saúde, e reforça as medidas preventivas nas escolas. Pessoas que tiveram contato com os pacientes devem ficar atentas a sintomas como febre, dor de cabeça ou vômitos por até 10 dias e buscar atendimento médico caso apareçam.
Sobre a vacinação, Mogi das Cruzes registra uma cobertura de 79% contra meningite C em crianças menores de 1 ano, com 93% no reforço. O calendário vacinal inclui a vacina pneumocócica 10-valente aos 2 e 4 meses, meningocócica C aos 3 e 5 meses, e reforço aos 12 meses. Desde este ano, o reforço é feito com a vacina meningocócica ACWY, que amplia a proteção contra quatro sorogrupos: A, C, W e Y.
As vacinas estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, em todas as Unidades Básicas de Saúde e Estratégia Saúde da Família. Sete unidades oferecem atendimento estendido até as 18h: Alto Ipiranga, Braz Cubas, Jundiapeba, Vila Suíssa, Santa Tereza, Jardim Camila e ESF Nova Jundiapeba.