Homem é preso em Arujá por submeter a própria família a condições análogas à escravidão

 Um homem foi preso em flagrante neste sábado (20), em Arujá (SP), acusado de manter a própria família em condições análogas à escravidão. A vítima, uma mulher boliviana, conseguiu acionar a Polícia Militar durante um patrulhamento no centro da cidade e relatou que ela, o marido e os dois filhos viviam e trabalhavam em condições precárias em uma oficina de costura.

Segundo o cabo Antônio Alves Soares Junior, a mulher estava abalada no momento em que abordou a equipe policial. “Ela informou que estava precisando de ajuda. Contou que ela e a família estavam trabalhando e vivendo em uma oficina de costura, passando por necessidades”, afirmou o policial. A família estaria no Brasil há cerca de três meses.

Os policiais foram até o endereço indicado e constataram a situação de vulnerabilidade. “As condições eram bem precárias, tanto em relação ao trabalho quanto à alimentação”, completou o cabo.

De acordo com a vítima, o responsável pela oficina — primo dela — custeou a vinda da família ao Brasil, sob promessa de emprego. No entanto, ao chegarem, passaram a trabalhar por até 18 horas por dia sem receber salário. O suspeito alegava que a dívida pela viagem justificava a falta de pagamento.

A mulher também relatou que as duas crianças da família não recebiam alimentação adequada. “Segundo ela, o primo disse que só fornecia comida para quem trabalhava, ou seja, apenas para os adultos. As crianças precisavam dividir a alimentação, que já era escassa e de má qualidade”, afirmou o policial.

O suspeito foi detido na residência e, segundo a PM, confessou que a família trabalhava para ele. Ele foi encaminhado à delegacia de Arujá e preso em flagrante. A família deverá ser acolhida por um centro de apoio ao imigrante.

A Polícia Civil irá investigar o caso como redução à condição análoga à de escravo, crime previsto no artigo 149 do Código Penal.

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