Rodovia Índio Tibiriçá passa a contar com radares em período de testes

 Onze novos radares começaram a ser testados na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), em Suzano. A informação é do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Nesta fase inicial, os equipamentos ainda não aplicam multas.

A ausência de fiscalização eletrônica na via vinha preocupando motoristas e pedestres, especialmente após recentes acidentes. Em maio, um idoso de 87 anos morreu atropelado na rodovia, e no dia 13 de junho, uma colisão entre dois veículos deixou seis pessoas feridas.

De janeiro a maio de 2025, seis acidentes foram registrados na rodovia, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga). As estatísticas de junho ainda não foram divulgadas.

De acordo com o DER, os testes com os radares começaram em 1º de junho e devem durar 45 dias. Após essa fase, os equipamentos passarão por um processo de homologação, que pode levar até 60 dias. Durante todo esse período, não haverá autuações.

Os 11 radares foram distribuídos em diferentes pontos da rodovia, todos dentro do município de Suzano. Confira os locais de instalação:

  • km 54,95

  • km 56,19

  • km 57,09

  • km 58,05

  • km 58,75

  • km 60,10

  • km 63,30

  • km 64,35

  • km 65,70

  • km 66,20

  • km 67,50

O DER orienta que os motoristas respeitem os limites de velocidade indicados, mesmo durante a fase de testes. Não há, até o momento, uma previsão exata para o início da operação definitiva dos radares.

Segundo o órgão, 255 radares já foram implantados em rodovias não concedidas do Estado de São Paulo. Outros 394 estão em processo de instalação. Em alguns casos, os prazos foram estendidos por questões técnicas e logísticas, conforme previsto em contrato com as empresas responsáveis.

Além disso, o DER informou que os pontos de instalação podem sofrer alterações, com base em estudos técnicos e nas possíveis futuras concessões da via.

População pede mais segurança

A instalação dos radares foi bem recebida por moradores e trabalhadores da região, embora alguns tenham apontado preocupações com a quantidade de equipamentos.

A empresária Érica Machado, de 41 anos, que atua no distrito de Palmeiras, considera os radares necessários, mas destaca a imprudência como principal fator de risco.

“Acho necessário, mas talvez estejam colocando em excesso. A rodovia é perigosa, principalmente para ciclistas e pedestres. Não é só radar, falta consciência dos motoristas”, disse.

Regiane Costa, de 48 anos, moradora do Jardim Planalto, destacou que o trecho entre os bairros Baruel e Planalto é particularmente perigoso.

“Há muitas curvas e já aconteceram vários acidentes. Os radares podem ajudar a reduzir isso, especialmente para proteger crianças e idosos.”

Já Rafaela Aparecida da Silva, recepcionista de 23 anos e moradora da Vila São Pedro, afirma ver infrações diariamente.

“Passo por ali todos os dias e vejo muitos motoristas desrespeitando as leis. Também seria importante fechar mais canteiros centrais para evitar conversões perigosas.”

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