A polícia suspeita que os sete corpos encontrados em Mogi podem ter sidos mortos por golpes de enxada e enterradas em 'tribunal do crime', em SP

Os seis homens e a mulher que foram encontrados enterrados em valas em Mogi neste último domingo 22/11/20 podem ter sido julgados e condenados no chamado "tribunal do crime", segundo o delegado Rubens José Ângelo, do Setor de Homicídios da cidade.
“Tribunal do crime” é o termo do linguajar policial usado para nomear julgamentos clandestinos realizados por membros de facções criminosas.
Para a polícia, as vítimas podem ter sido mortas a golpes de enxada. "O que a gente pode notar: não havia sinais de disparo de arma de fogo. Esses instrumentos que foram arrecadados, seriam uma pá, uma enxada e uma foice, seriam instrumentos que foram utilizados para golpear e matar essas vítimas", contou Ângelo. A equipe de TV local ( TV DIÁRIO).
Cinco dos sete corpos estavam com as mãos amarradas, segundo o boletim de ocorrência. O caso foi registrado como homicídio qualificado.

"O primeiro passo dessa investigação complexa tem em vista os sete corpos que foram encontrados. Primeiramente é a identificação dos mesmos, descobrirmos a identidade das vítimas para chegarmos à autoria delitiva dos casos. No início das investigações foram realizados primeiros levantamentos: exames periciais, coletas de provas e oitiva de testemunhas", disse o delegado a TV DIÁRIO.

Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes, onde passarão por exame necroscópico.

As vítimas foram encontradas durante um patrulhamento da Guarda Civil Municipal. A mulher e os homens aparentavam ter idades entre 25 e 43 anos, segundo os investigadores. Com um dos corpos havia documentos que seriam de um morador de Suzano, de 43 anos, desaparecido em 3 de novembro.

Alguns familiares estão sendo ouvidos, mas, segundo o Setor de Homicídios, ainda não é possível confirmar a identidade e será necessário um exame de DNA.

"Todos os corpos estavam em covas bem rasas, alguns ainda com a terra bem fofa. Isso indica que faz pouco tempo que haviam sido enterrados ali", disse Marcos Vinícius Carbonel, tenente do Corpo de Bombeiros, que ajudou na operação de retirada dos corpos.

Outros corpos, segundo Carbonel, já estavam em estado avançado de decomposição, o que indica terem sido enterrados há mais tempo.

(FONTE TV DIÁRIO MOGI)
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